Tem horas que a saudade aperta demais...

quarta-feira, março 21, 2018
Meus avós: os anciãos da família

 Tem horas que a saudade aperta demais... Não cabe no peito e escorre pelas mãos. Hoje sou muito grata por ter esse blog onde posso desabafar, escrever o que mora aqui dentro de mim e sentir meu coração mais leve depois.
 É difícil aprender que tudo na vida tem um preço. Eu compreendo e valorizo isso, de verdade. Porque, na teoria, se as coisas fossem fáceis demais não daríamos o devido valor a elas. Mas, na prática, esse "aprender a dar valor" é um processo extremamente dolorido.
 Não é perder algo que se pode comprar, algo que se pode recuperar. Não é questão material. É perder tempo. Sei que é um tempo investido em outra coisa muito valiosa: meu futuro. Mas a questão é que tempo não se recupera, o segundo que acabou de passar em hipótese alguma eu vou viver de novo.
 Eu estou perdendo a velhice dos meus avós, a infância da minha irmã, uma grande fase da vida da minha mãe. Eu estou vendo a minha família crescer cada vez mais e chorando de pavor só de imaginar que ela pode diminuir e eu não estar por perto.
 Eu quero deixar claro que não me arrependo de ter vindo fazer outro curso em outra cidade. Eu sou muito grata às boas oportunidades que Deus me dá todos os dias. Sou extremamente feliz de ter um teto para ficar, uma cama para dormir, comida e, principalmente, saúde e amor.
 Um amor de quem está de longe, um amor de quem está me acolhendo nessa nova cidade. Às vezes a pessoa não tem noção da importância que esse acolhimento tem para mim. Muito obrigada a cada pessoa que me dá um bom dia acompanhado de um sorriso.
 Eu, que sempre fui extrovertida, cheguei aqui e mal consigo olhar no olho das pessoas. Difícil de acreditar para quem me conhecia antes. Mas essa mudança mexeu comigo de uma forma tal, que mudou minhas estruturas.
 Mas, apesar de ser muito grata por tudo, não sei não morrer de saudade. Não sei como parar de imaginar o quanto eu queria estar nos almoços de domingo, nos encontros do meio de semana na casa da minha avó. E não sei como não me sentir triste por não ganhar um abraço de nenhum deles nesse dia do meu aniversário. 
 Hoje, dia 21 de Março, completo 19 anos de muito amor recebido, de muito orgulho da minha família e de muito prazer em ter meus amigos e colegas. Nunca passei um aniversário longe da minha família, mas tudo tem uma primeira vez. E, mesmo com toda essa dor da saudade, quero viver mais um ano de vida para orgulhar cada uma dessas pessoas que dariam a vida por mim.

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